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Alagoas

Arco Metropolitano avança para garantir mais fluidez e segurança no trânsito em Marechal, Pilar e Maceió

Obra de mobilidade promete baratear custos logísticos, atrair novas indústrias e impactar mais de 20 mil pessoas da Região Metropolitana

11/06/2026 17h12
Por: Redação
Fonte: Secom Alagoas
Complexo viário terá uma extensão de 43,8 quilômetros e vai permitir a circulação de milhares de veículos - Ascom DNIT
Complexo viário terá uma extensão de 43,8 quilômetros e vai permitir a circulação de milhares de veículos - Ascom DNIT
Ana Beatriz Rodrigues/ Agência Alagoas

Rodovias modernas e estruturadas funcionam como verdadeiras artérias para o desenvolvimento socioeconômico de uma região. Com o objetivo de transformar a mobilidade urbana e impulsionar a economia local, o município de Marechal Deodoro vem sendo palco de uma das maiores intervenções viárias dos últimos anos em Alagoas: a construção do Arco Metropolitano.

A obra, que interliga trechos estratégicos das rodovias BR-316 e BR-424, é fruto de investimentos do Governo Federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que devem passar dos R$ 252,7 milhões.

O projeto completo foi pleiteado pelo governador Paulo Dantas com o propósito de reduzir distâncias e eliminar pontos históricos de congestionamento.

“Essa obra representa mais desenvolvimento para Alagoas. Só existe desenvolvimento com logística eficiente, com boa infraestrutura. A BR-424 é um compromisso nosso, e nós vamos entregar este empreendimento ainda este ano. A obra vai beneficiar os moradores dos municípios de Marechal Deodoro, Pilar, Satuba e a capital, Maceió, viabilizando o trânsito e a logística”, destaca o governador Paulo Dantas.

O complexo viário terá uma extensão de 43,8 quilômetros. A nova rota vai permitir a circulação de milhares de veículos, garantindo mais fluidez e segurança viária para moradores da Região Metropolitana, trabalhadores e turistas que buscam as belezas naturais do litoral Sul.

 


Impulso industrial e escoamento ágil

Além de desafogar o trânsito urbano, o Arco Metropolitano possui um papel econômico crucial. A nova via vai otimizar o escoamento da produção industrial e facilitar o tráfego pesado de caminhões que atendem às empresas instaladas no Polo Multissetorial José Aprígio Vilela, em Marechal Deodoro.

A mudança vai gerar também mais agilidade na conexão logística entre o polo industrial e o Porto de Maceió, barateando custos e atraindo novos investimentos para o estado.

“Esse anel viário, que já existe em muitas outras capitais do Brasil, serve realmente para retirar o fluxo de veículos pesados de dentro da cidade e desafogar o trânsito. Esse tipo de obra estimula fortemente o setor da construção civil, que tem um efeito multiplicador muito forte, movimentando a contratação de mão de obra e o mercado de insumos. No longo prazo, como a rodovia liga diretamente o Polo Industrial de Marechal Deodoro ao de Maceió, a facilidade para escoar a produção de Marechal para as BRs certamente funcionará como um atrativo para novas empresas”, pontuou o professor e economista da Universidade Federal de Alagoas, Thierry Prates. 

A obra não só trará benefícios para os grandes negócios e empresas, mas também para os moradores dos municípios.


 

Dados do Censo Demográfico de 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que quase 50 mil pessoas trabalham fora do município onde residem na Região Metropolitana. Isso significa que uma parcela expressiva da população precisa se deslocar diariamente para exercer suas atividades.

“Maceió concentra muitos empregos pela sua própria dinâmica econômica, mas, quando analisamos os municípios do entorno, vemos que 56% das pessoas que trabalham em Satuba precisam fazer esse deslocamento diário. Em Rio Largo, são 38%; em Santa Luzia, 36%; e em Marechal Deodoro, 22%. A partir do momento em que construímos o Arco Metropolitano, temos inevitavelmente uma redução significativa desse tempo de viagem, o que se converte em mais tempo livre para o lazer e bem-estar”, destacou o professor e economista Cid Olival.

Além do motivo de trabalho, o economista destacou o deslocamento das pessoas para outros fins. “Se pensarmos nas atividades já existentes, o setor de turismo será extremamente beneficiado pela facilidade de locomoção para as nossas belezas naturais e riqueza cultural. Marechal Deodoro, por exemplo, tem crescido muito, não apenas no turismo de 'sol e mar', mas também no cultural e gastronômico”, finaliza o economista.

O projeto

O projeto foi dividido em etapas estratégicas. A rota do primeiro lote, focada na BR-424, tem início no entroncamento com a AL-101 Sul, em Marechal Deodoro, nas imediações do antigo posto do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv).

Este trecho inicial, que conta com 16 quilômetros de extensão, segue até o entroncamento com a BR-316, na Chã do Pilar, uma área historicamente conhecida pela lentidão no tráfego devido à proximidade com a subida da ladeira para Satuba.

Já o planejamento macro prevê uma segunda etapa, que estenderá a duplicação da BR-316 a partir do Pilar, passando por Satuba, até se conectar diretamente com a parte alta de Maceió, nas imediações do viaduto da antiga PRF, fechando o arco de contorno da capital.

Obras em ritmo acelerado


Mesmo com a chegada do período chuvoso, o ritmo dos trabalhos segue intenso, com cerca de 100 profissionais atuando diretamente no canteiro de obras. Até o momento, já foram investidos mais de R$ 36,8 milhões nas intervenções.




O avanço mais visível são os três viadutos que darão segurança aos cruzamentos rodoviários. O viaduto do Polo Industrial é o mais adiantado, com 95,01% de execução. O viaduto da BR-316 já registra 80,17% de conclusão, enquanto as estruturas do viaduto da AL-101 Sul chegam a 66,25%.

Em relação à pavimentação, os primeiros quilômetros do traçado já ganham forma definitiva. Cerca de 6 km do eixo de implantação da duplicação e outros 3,5 km das vias marginais do Polo Industrial já receberam os serviços de terraplenagem. Além disso, 7 km de extensão já contam com a aplicação da camada de base.

De acordo com o cronograma, o foco atual está na finalização da camada base para dar início à aplicação das placas de pavimento rígido em concreto.

A expectativa é que, até o final deste ano, a duplicação entre o viaduto do Polo Industrial e o viaduto da BR-316 esteja totalmente concluída.

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